sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Seis de junho 1944 , o exército alemão ainda dominava a França, é verdade que estavam enfraquecidos, depois da derrota contra o exército vermelho na batalha de Estalingrado. Mas precisavamos expulsar de vez a sombra do nazismo. Estavamos atravessando o canal da Mancha com destino as praias da Normandia, especificamente a praia de Omaha, era a operação Overload, era o Dia "D".
Eu era Tenente do exército americano responsável por um pelotão de trinta e seis soldados na maioria garotos que não tinha nem idéia do que iriam encontrar pela frente, eu já estava acostumado, participei de muitas batalhas e vim de uma familia com tradição no exército, meu avô foi soldado e o meu pai morreu na 1ª guerra . Estava chegando a hora do desembarque, olhei para os meus soldados e pude ver o medo nos olhos deles, alguns rezavam, pediam proteção, os mais experientes se preparavam, senti remorso por saber que metade deles não sobreviveriam... O Barco Higgins como era conhecido se aproxima da praia e começa a disparar os primeiro tiros contra as barricadas alemãs, eram 2 metralhadoras ponto 30 abrindo fogo, mas o arsenal alemão também estava bem preparado. Logo que desceram as rampas de desembarque dos nossos barcos, recebemos de frente tiros de canhão de 155 mm que era dos franceses capturados pelos nazistas, era catastrófico, cada tiro que eles davam morriam cinco ou seis, perdi grande parte do pelotão só no desembarque. Alguns de nós conseguiamos desembarcar, mas tinhamos ainda que enfrentar os tiros de metralhadora, minas terrestres, os arames farpados...
Estavamos em campo aberto sem nada para nos proteger, os nazistas estavam nas trincheiras em posições estratégicas éramos alvos faceis para os seguidores do Fürer, corri para trás de um desses obstáculos contra veiculos que eles mesmo colocaram, era uma forma de me proteger das balas, atirava sem direção, a confusão era tanta que eu nem sabia onde estava o inimigo , eu via meus soldados terem as pernas decepadas pelas minas, atingidos pelas balas, me sentia inútil vendo eles morrerem, não havia nada que eu pudesse fazer. O Soldado Oliver conseguiu uma boa posição e abria fogo contra os nazistas me dando retaguarda para sair, corri para o lado dele para de lá também poder atirar, consegui acertar dois nazistas que estava numa metralhadora. Nossos homens conseguiam aos poucos avançar, logo na frente o cabo Owen conseguiu tomar uma trincheira ao jogar uma granada, era um local para nos protegermos e de lá poderiamos nos organizar olhei para o lado e reconheci o soldado Kent, tinha pisado numa mina estava com a perna estraçalhada ele agonizava pedindo minha ajuda, eu tinha que tentar salva-lo corri até perto dele e me joguei na areia pra não me tornar um alvo fácil, dava pra ouvir os zunidos das balas passando puxei ele para um lugar seguro , mas além da mina ele tinha sido atingindo por balas ele não resistiu.
Os alemães estavam nos massacrando com suas metralhadoras MG 42, tinhamos que resistir, conseguimos alcançar a trincheira, um alemão ainda agonizava eu fiz questão de executa-lo. Ficamos nessa trincheira, dava pra ver na praia os carros blindados desembarcando, logo os reforços chegariam...

Um comentário:

  1. Olha...
    Quando entro aqui, só consigo piscar no final.rs


    Muito bom!

    Parabéns.

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