quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O vento passeava pelo seu corpo, espalhando o seu perfume, tocava os seus cabelos deixando-os levemente despenteados, mas naturalmente lindos, o Sol tocava sua pele branca com delicadeza para não lhe queimar, apenas aquecer, as ondas batiam nas pedras, fazendo o barulho que ela tanto gostava "...Nando, eu adoro esse barulho do mar sabia? Eu tenho uma concha enorme em casa, sempre coloco no ouvido pra escutar o barulhinho..." ela sempre repetia. Parecia até que o mar ficava mais agitado, só para satisfazer a vontade dela. E ela sorria, e como sorria...

Fernando sentiu-se feliz por estar ali com Luna. Abraçado com ela, podia sentir seu perfume e a suavidade de sua pele, admirava seu sorriso... Tudo ao seu redor desaparecia, só restava ali a natureza e Luna. Para ele bastava.

O Sol descia transformando a paisagem , tons de rosa, vermelho, amarelo, lilás, no Céu. No mar os tons de verde e azul davam lugar ao dourado. Uma misturas de cores, de abraços, de mar, de caricias, de cheiros, sons, palavras, Sol, sorrisos e um beijo...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Apenas um garoto...

Eu me preparava para mais uma jogada quando vi Everaldo entrando pela porta do bar. Fingi não ter visto e continuei com a sinuca, fiz uma jogada brilhante e ganhei mais uma partida. Estava nesse bar esperando Rosana sair do trabalho. Everaldo estava lá pelo mesmo motivo, ele é marido dela. Conheci Rosana numa festa em que trabalhei como bartender, daí então começamos a ter um caso.
-Vamos jogar uma partida garoto?
Everaldo falou com arrogância natural dos quarentões quando fala com alguem mais novo.
-Não jogo com amadores.
Respondi na mesma moeda.
Ele fingiu que não ouviu e começou a partida
-Posso saber o que você esta fazendo aqui?
-Não se faça de desentendido Everaldo, você sabe muito bem o que vim fazer aqui.
Respondi enquanto encaçapava uma bola.
-Vou te dar um conselho garoto...
Odeio que me chamem de garoto e ele já me chamou duas vezes.
-Não preciso de conselho seu.
-Caia fora ! Rosana ainda me ama.
-Você é que deveria cair fora ou as coisas vão ficar feias para o seu lado.
Respondi já imaginando quebrar o taco na cabeça dele, ou seria melhor começar com um soco no nariz? O bom da segunda opção é que quando o sangue desce, o cara fica desnorteado.
-Você está me ameaçando seu moleque?
-Não, estou lhe prometendo.
Ele deu um passo em minha direção, era o sinal verde. Quebrei o taco com o joelho e com a parte mais grossa tentei acertar na cabeça dele, ele se esquivou e me acertou um soco na boca me levando ao chão, senti gosto de sangue e os pedaços de dentes quebrados, levantei ainda tonto e fui pra cima dele tentando um soco, ele novamente se esquivou e me acertou outro soco dessa vez no nariz, o malandro era bom de briga tentei levantar mas tomei um chute no rosto e desmaiei...
Acordei no hospital, estava todo quebrado, alguns dentes quebrados, nariz fraturado...
-Oi Dalton.
-Oi, como é bom lhe ver Rosana !
-Como você está ?
-Vou sobreviver
-O que foi que você fez Dalton? Porque você foi até o meu trabalho? Não era pra você ter ido lá.
-Você não me atende mais, não me procura, não me liga. Então eu fui lhe procurar.
-Dalton, eu sou casada...
-Mas vai se separar...
-As coisas não são tão simples assim.
-Mas e a gente?
-A gente o quê Dalton? Vivemos o momento...
-Eu amo você Rosana!
-Você não sabe o que é o amor Dalton, vocé é apenas um garoto...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Em cada sorriso
em cada olhar
eu me encontro
eu me perco
em cada gesto
em cada atitude
eu tenho certeza
eu me confundo
em cada lembrança
em cada momento
eu me deixo levar
eu vou andando em sua paisagem

domingo, 25 de setembro de 2011

- Então Pedro como eu estava lhe falando, eu não acredito em destino, não consigo aceitar que eu não tenha o livre arbítrio. Pra mim, acreditar nisso é uma forma de se contentar. É uma desculpa para quem não tem coragem para mudar ou correr atras dos seus sonhos.
- Já eu acredito em destino, tem coisas que já estão escritas Lúcio !
- Porra nenhuma veio, é muito fácil colocar a culpa, a dor ou frustração no destino eu canso de ouvir "...eu queria ser médico mas o destino não quis assim..." ou "Eu queria ter me casado com fulana, mas não era o nosso destino..." Isso é tudo desculpa.
- Discordo de você, eu conheço um casal Victor e Carla que namoravam desde os quinze anos, namoraram uns cinco anos ai depois se separaram, eles conheceram outras pessoas, mas nunca se esqueceram um do outro, depois de sete anos separados eles se reencontraram e ele já estava casado com outra mulher largou tudo pra voltar com Carla e logo depois se casaram. Você acha que isso não é destino ?
-Não ! Não acho que seja destino, acho que ele escolheu isso. Ele tinha a opção de escolher se continuava com a esposa ou se separava e ficava com Carla. ele não ficou na duvida por um tempo? não pensou no que iria fazer ? ou você acha que ele no outro dia foi lá e terminou tudo?
- Ficou na duvida sim, e pensou um tempinho no que iria fazer. Ele não fez tudo da noite pro dia não.
-Então cara !! Ele pensou e escolheu, ele teve o livre arbítrio, não foi destino! Foi uma escolha dele
-Você pensa que ele escolheu. Você que pensa que ele poderia decidir entre Carla e a outra e preferiu ficar com Carla. Mas na verdade cara, já era o destino dele ficar na dúvida, pensar e depois escolher. Fazia parte do destino dele escolher Carla.

domingo, 18 de setembro de 2011

"...Estou te explicando pra te confundir
Estou te confundido pra lhe esclarecer
Estou iluminando pra poder cegar
Estou ficando cego pra poder guiar..."