sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

E eu que já não sorria...
Sorri.
E eu que já não cantava...
Cantei
E eu que já não dormia...
Dormi
E eu que já não sentia fome...
Comi.
E eu que já não fumava ...
Fumei.
E eu que já não bebia
Bebi.
E eu que já não escrevia...
Escrevi.
E eu que já não enxergava
olhei.
E eu já que  amava...
Amo.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012


Rodrigo gritava como um louco, quebrava alguns objetos da casa, ficou até com vontade de bater nela, mas era um homem íntegro nunca encostaria  a mão numa mulher. Estava sofrendo muito, ele amava muito Solange.

A discussão seguiu até Rodrigo ir embora, desceu no elevador  entrou no carro pegou uma trouxinha de cocaína colocou uma grande quantidade num cartão de credito enrolou uma  nota para substituir o canudo e cheirou tudo de uma vez. A droga fez efeito instantâneo  sentiu seus batimentos cardíacos pularem, se sentiu poderoso, a adrenalina explode no seu organismo. Saiu em alta velocidade cantando pneus pegou uma autobahn com sua Mercedes-Benz, as luzes dos outros carros passavam como vultos coloridos o carro já marcava  duzentos quilômetros por hora um vacilo seria fatal. Solange ligava insistentemente preocupada com ele, mas ele não queria falar com ela estava com muito ódio.

Rodrigo chegou em casa bem. Pegou uma garrafa de Black Label e foi pra varanda sentou na mesa preparou mais algumas carreiras de cocaína e cheirou ficou bebendo seu uisque e pensando. Lembrou de todos os momentos que passou junto com Solange,  a vinda para Alemanha pra tentar a vida, o começo difícil  mas com muita união e cumplicidade, começou a refletir sobre o que ela lhe disse, de ele não estar nunca presente. Começou a se perguntar se realmente estava sendo um bom marido, por um pequeno instante  chegou a acreditar que a culpa realmente era sua. O choro veio...

domingo, 28 de outubro de 2012

"...e fiz ranger as folhas de jornais abrindo-lhes as pálpebras piscantes
E logo de cada fronteira distante subiu um cheiro de pólvora perseguindo-me até em casa
Nesses últimos vinte anos nada de novo há no rugir das tempestades
Não estamos alegres é certo
Mas porque razão haveríamos de ficar tristes?
O mar da história é agitado..." 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Eu queria poder voltar no tempo
Fazer o que tinha que ser feito
Consertar o que fiz de pior
Hoje tenho quase tudo que podia querer
Mas ainda tenho muitos planos
Os planos  nunca cessam
Tenho muito a fazer
Acordo todo dia pensando
No dia que passou e no dia que virá
Absorvo, compreendo, aprendo
Nascemos todos os dias quando despertamos.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Filho do sistema

Lembro com frequência
das consequências
da demência que me encontro.

Permaneço estático
assistindo o fantástico
na TV me dizendo o que fazer.

Cada dia fico mais burro
acredito em qualquer absurdo
que escuto

Vejo os que estão no poder
sem  ter o que fazer
finjo não perceber

Lobos em pele de cordeiro
enganando o povo
o tempo inteiro

Uns com ativismo
Outros com socialismo
Outros com capitalismo

Chega de tantos "ismo"
Chega de tanta doutrina
Chega de dormir

sábado, 28 de abril de 2012

     Por onde eu ando? Percorro um labirinto de sensações e emoções ,meu caminho se perde e procuro encontra-lo.Quando criança sonhava em ser músico, jogador de futebol ou fotografo ou astronauta, mas um dia acordo e vejo que tenho vinte e seis anos e não  realizei metade do que sonhava. Tenho dormido demais ? Tenho perdido meu foco?O que eu tenho feito? Os trinta estão  batendo na porta e com eles vem o peso da responsabilidade e ao mesmo tempo vem o medo da frustração. Estes são tempos difíceis.