sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

E eu que já não sorria...
Sorri.
E eu que já não cantava...
Cantei
E eu que já não dormia...
Dormi
E eu que já não sentia fome...
Comi.
E eu que já não fumava ...
Fumei.
E eu que já não bebia
Bebi.
E eu que já não escrevia...
Escrevi.
E eu que já não enxergava
olhei.
E eu já que  amava...
Amo.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012


Rodrigo gritava como um louco, quebrava alguns objetos da casa, ficou até com vontade de bater nela, mas era um homem íntegro nunca encostaria  a mão numa mulher. Estava sofrendo muito, ele amava muito Solange.

A discussão seguiu até Rodrigo ir embora, desceu no elevador  entrou no carro pegou uma trouxinha de cocaína colocou uma grande quantidade num cartão de credito enrolou uma  nota para substituir o canudo e cheirou tudo de uma vez. A droga fez efeito instantâneo  sentiu seus batimentos cardíacos pularem, se sentiu poderoso, a adrenalina explode no seu organismo. Saiu em alta velocidade cantando pneus pegou uma autobahn com sua Mercedes-Benz, as luzes dos outros carros passavam como vultos coloridos o carro já marcava  duzentos quilômetros por hora um vacilo seria fatal. Solange ligava insistentemente preocupada com ele, mas ele não queria falar com ela estava com muito ódio.

Rodrigo chegou em casa bem. Pegou uma garrafa de Black Label e foi pra varanda sentou na mesa preparou mais algumas carreiras de cocaína e cheirou ficou bebendo seu uisque e pensando. Lembrou de todos os momentos que passou junto com Solange,  a vinda para Alemanha pra tentar a vida, o começo difícil  mas com muita união e cumplicidade, começou a refletir sobre o que ela lhe disse, de ele não estar nunca presente. Começou a se perguntar se realmente estava sendo um bom marido, por um pequeno instante  chegou a acreditar que a culpa realmente era sua. O choro veio...

domingo, 28 de outubro de 2012

"...e fiz ranger as folhas de jornais abrindo-lhes as pálpebras piscantes
E logo de cada fronteira distante subiu um cheiro de pólvora perseguindo-me até em casa
Nesses últimos vinte anos nada de novo há no rugir das tempestades
Não estamos alegres é certo
Mas porque razão haveríamos de ficar tristes?
O mar da história é agitado..." 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Eu queria poder voltar no tempo
Fazer o que tinha que ser feito
Consertar o que fiz de pior
Hoje tenho quase tudo que podia querer
Mas ainda tenho muitos planos
Os planos  nunca cessam
Tenho muito a fazer
Acordo todo dia pensando
No dia que passou e no dia que virá
Absorvo, compreendo, aprendo
Nascemos todos os dias quando despertamos.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Filho do sistema

Lembro com frequência
das consequências
da demência que me encontro.

Permaneço estático
assistindo o fantástico
na TV me dizendo o que fazer.

Cada dia fico mais burro
acredito em qualquer absurdo
que escuto

Vejo os que estão no poder
sem  ter o que fazer
finjo não perceber

Lobos em pele de cordeiro
enganando o povo
o tempo inteiro

Uns com ativismo
Outros com socialismo
Outros com capitalismo

Chega de tantos "ismo"
Chega de tanta doutrina
Chega de dormir

sábado, 28 de abril de 2012

     Por onde eu ando? Percorro um labirinto de sensações e emoções ,meu caminho se perde e procuro encontra-lo.Quando criança sonhava em ser músico, jogador de futebol ou fotografo ou astronauta, mas um dia acordo e vejo que tenho vinte e seis anos e não  realizei metade do que sonhava. Tenho dormido demais ? Tenho perdido meu foco?O que eu tenho feito? Os trinta estão  batendo na porta e com eles vem o peso da responsabilidade e ao mesmo tempo vem o medo da frustração. Estes são tempos difíceis.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O vento passeava pelo seu corpo, espalhando o seu perfume, tocava os seus cabelos deixando-os levemente despenteados, mas naturalmente lindos, o Sol tocava sua pele branca com delicadeza para não lhe queimar, apenas aquecer, as ondas batiam nas pedras, fazendo o barulho que ela tanto gostava "...Nando, eu adoro esse barulho do mar sabia? Eu tenho uma concha enorme em casa, sempre coloco no ouvido pra escutar o barulhinho..." ela sempre repetia. Parecia até que o mar ficava mais agitado, só para satisfazer a vontade dela. E ela sorria, e como sorria...

Fernando sentiu-se feliz por estar ali com Luna. Abraçado com ela, podia sentir seu perfume e a suavidade de sua pele, admirava seu sorriso... Tudo ao seu redor desaparecia, só restava ali a natureza e Luna. Para ele bastava.

O Sol descia transformando a paisagem , tons de rosa, vermelho, amarelo, lilás, no Céu. No mar os tons de verde e azul davam lugar ao dourado. Uma misturas de cores, de abraços, de mar, de caricias, de cheiros, sons, palavras, Sol, sorrisos e um beijo...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Apenas um garoto...

Eu me preparava para mais uma jogada quando vi Everaldo entrando pela porta do bar. Fingi não ter visto e continuei com a sinuca, fiz uma jogada brilhante e ganhei mais uma partida. Estava nesse bar esperando Rosana sair do trabalho. Everaldo estava lá pelo mesmo motivo, ele é marido dela. Conheci Rosana numa festa em que trabalhei como bartender, daí então começamos a ter um caso.
-Vamos jogar uma partida garoto?
Everaldo falou com arrogância natural dos quarentões quando fala com alguem mais novo.
-Não jogo com amadores.
Respondi na mesma moeda.
Ele fingiu que não ouviu e começou a partida
-Posso saber o que você esta fazendo aqui?
-Não se faça de desentendido Everaldo, você sabe muito bem o que vim fazer aqui.
Respondi enquanto encaçapava uma bola.
-Vou te dar um conselho garoto...
Odeio que me chamem de garoto e ele já me chamou duas vezes.
-Não preciso de conselho seu.
-Caia fora ! Rosana ainda me ama.
-Você é que deveria cair fora ou as coisas vão ficar feias para o seu lado.
Respondi já imaginando quebrar o taco na cabeça dele, ou seria melhor começar com um soco no nariz? O bom da segunda opção é que quando o sangue desce, o cara fica desnorteado.
-Você está me ameaçando seu moleque?
-Não, estou lhe prometendo.
Ele deu um passo em minha direção, era o sinal verde. Quebrei o taco com o joelho e com a parte mais grossa tentei acertar na cabeça dele, ele se esquivou e me acertou um soco na boca me levando ao chão, senti gosto de sangue e os pedaços de dentes quebrados, levantei ainda tonto e fui pra cima dele tentando um soco, ele novamente se esquivou e me acertou outro soco dessa vez no nariz, o malandro era bom de briga tentei levantar mas tomei um chute no rosto e desmaiei...
Acordei no hospital, estava todo quebrado, alguns dentes quebrados, nariz fraturado...
-Oi Dalton.
-Oi, como é bom lhe ver Rosana !
-Como você está ?
-Vou sobreviver
-O que foi que você fez Dalton? Porque você foi até o meu trabalho? Não era pra você ter ido lá.
-Você não me atende mais, não me procura, não me liga. Então eu fui lhe procurar.
-Dalton, eu sou casada...
-Mas vai se separar...
-As coisas não são tão simples assim.
-Mas e a gente?
-A gente o quê Dalton? Vivemos o momento...
-Eu amo você Rosana!
-Você não sabe o que é o amor Dalton, vocé é apenas um garoto...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Em cada sorriso
em cada olhar
eu me encontro
eu me perco
em cada gesto
em cada atitude
eu tenho certeza
eu me confundo
em cada lembrança
em cada momento
eu me deixo levar
eu vou andando em sua paisagem

domingo, 25 de setembro de 2011

- Então Pedro como eu estava lhe falando, eu não acredito em destino, não consigo aceitar que eu não tenha o livre arbítrio. Pra mim, acreditar nisso é uma forma de se contentar. É uma desculpa para quem não tem coragem para mudar ou correr atras dos seus sonhos.
- Já eu acredito em destino, tem coisas que já estão escritas Lúcio !
- Porra nenhuma veio, é muito fácil colocar a culpa, a dor ou frustração no destino eu canso de ouvir "...eu queria ser médico mas o destino não quis assim..." ou "Eu queria ter me casado com fulana, mas não era o nosso destino..." Isso é tudo desculpa.
- Discordo de você, eu conheço um casal Victor e Carla que namoravam desde os quinze anos, namoraram uns cinco anos ai depois se separaram, eles conheceram outras pessoas, mas nunca se esqueceram um do outro, depois de sete anos separados eles se reencontraram e ele já estava casado com outra mulher largou tudo pra voltar com Carla e logo depois se casaram. Você acha que isso não é destino ?
-Não ! Não acho que seja destino, acho que ele escolheu isso. Ele tinha a opção de escolher se continuava com a esposa ou se separava e ficava com Carla. ele não ficou na duvida por um tempo? não pensou no que iria fazer ? ou você acha que ele no outro dia foi lá e terminou tudo?
- Ficou na duvida sim, e pensou um tempinho no que iria fazer. Ele não fez tudo da noite pro dia não.
-Então cara !! Ele pensou e escolheu, ele teve o livre arbítrio, não foi destino! Foi uma escolha dele
-Você pensa que ele escolheu. Você que pensa que ele poderia decidir entre Carla e a outra e preferiu ficar com Carla. Mas na verdade cara, já era o destino dele ficar na dúvida, pensar e depois escolher. Fazia parte do destino dele escolher Carla.

domingo, 18 de setembro de 2011

"...Estou te explicando pra te confundir
Estou te confundido pra lhe esclarecer
Estou iluminando pra poder cegar
Estou ficando cego pra poder guiar..."

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

... então Leandro chega em casa. Entra pela porta da frente como sempre costumava entrar, sua filha vem correndo para lhe beijar, ele se abaixa para que ela o alcance, ela o abraça e o beija sua esposa vem logo depois e lhe dá um beijo e diz que está preparando o jantar. Leandro tira o blazer e folga a gravata, prepara uma dose de uísque e coloca uma música "...água de beber bica no quintal sede de viver tudo, e o esquecer era tão normal que o tempo parava tinha sabiá tinha laranjeira, tinha manga rosa. tinha o Sol da manhã..." Gostava de Milton. Vai para varanda senta em sua confortável poltrona acende um cigarro e fica admirando o cair da noite, as estrelas que vão aparecendo...Era um homem satisfeito, era um homem feliz...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Vou sair para ver o Sol que já vai brilhar
Vou sentir o cheiro que vem do mar
Me envolver na maresia
Ouvir o barulho das ondas
Sair da escuridão
Das sombras
Um ciclo se fecha
Para que outro se inicie
Assim é a vida
De ciclos em ciclos
A noite virá novamente
Com seus medos suas incertezas
Mas logo depois vem o Sol
Que já vai brilhar.

domingo, 10 de outubro de 2010

Distância

Da varanda do vigéssimo sétimo andar Marina se debruça sobre o parapeito e fica olhando o movimento na rua, já é madrugada, mas a cidade não para, não tem como parar, é New York, é Manhattan é um organismo vivo as pessoas vem e vão os carros passam, as luzes se misturam... Marina gosta de ficar na varanda vendo todo esse movimento, daqui de cima tudo toma uma proporção minúscula, vendo tudo de tão longe, tão pequeno, Marina acredita que sua vida é mais relevante. Acende mais um cigarro e bebe mais um gole de vinho, o pensamento voa... Volta a se lembrar de Carlos, tem muito tempo que não o vê. A última vez foi no aeroporto antes dela viajar para os Estados Unidos, ele não veio se despedir dela, tinham rompido ele ainda estava magoado com ela, mas veio até o aeroporto olhou-a de longe, ela implorou com os olhos para que ele viesse até ela dar pelo menos um abraço, ou faze-la desistir. Bastava uma palavra ! "fique" e ela não pensaria duas vezes. Mas ele não veio. Marina embarcou com um aperto no coração.
Três anos se passaram e eles nunca mais se falaram, Marina entra na sala e pega o telefone volta pra varanda e liga para Carlos. Ela sempre liga mas nunca fala.
-Alô. Alô ? Alôôô ?
Marina desliga, não tem coragem de falar. Toma coragem e liga mais uma vez, mas novamente fica muda.
-Marina é você ? eu sei que é você.
-Eu te amo
Marina desliga o telefone e começa a chorar sente a dor do arrependimento, sente a dor da culpa de ter machucado alguém que nem ela própria sabia que amava tanto. Jogou o telefone no chão para descontar a raiva e chorou mais ainda, chorou até não ter mais lágrimas, então foi o céu que começou a chorar, Marina lenvantou-se do chão e começou a ver a chuva que caia, gostava de ver os pingos os relâmpagos e o barulho da água até acreditou que sentiu o cheiro de terra molhada... Gostava da chuva sentia-se mais calma quando chovia acendeu mais um cigarro e esperou o dia amanhecer. Voltaria hoje mesmo.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O tempo é cruel

Cada minuto, cada segundo que passa é um periodo a menos em nossa vida

O relógio vai passando as horas, o calendário os dias, e nossas vidas se vão...

Dia-a-dia

Otimizar

Criar

Aproveitar

Crescer

Trabalhar

Correria

Dormir pouco

stress

dinheiro

O que se ganha com o passar do tempo ?

ou melhor, o que se perde com o passar do tempo?

Vida.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Motoboy

São Paulo, mais de 200 mil motoboys circulam na cidade, JP como era conhecido João Pedro era mais só um deles.
- E ai Marilia, tem alguma entrega pra mim ?
- Entra na fila JP.
- Quebra esse galho pra mim meu bem, to precisando fazer grana, to na correria!
- Senta lá com seus colegas e espera que já aparece alguma entrega pra você.
JP sentou ao lado dos colegas, mas não participou da conversa como sempre fizera, estava pensativo a cabeça estava em outro lugar, pensava no filho pequeno, precisava de dinheiro para poder pagar as despesas da criança. Não ajudava Andréa, mãe da criança, já tinha 2 meses.
- JP ! Encomenda lá no centro em 30 minutos consegue chegar? - Perguntou Marilia
- Demorô ! chego lá em 20 minutos passe ai o endereço gata.
O trânsito estava um inferno, mas JP era habilidoso passava voando nos corredores com sua CG, quanto mais entregas ele fizesse, mais dinheiro no fim do dia. No final do túnel tomou uma fechada de um carro quase que foi ao chão, não pensou duas vezes emparelhou do lado do carro e quebrou o retrovisor, saiu em disparada, já estava acostumado a fazer isso ainda se gabava com os amigos de quebrar quatro ou cinco retrovisores por dia.
No fim do expediente, JP e alguns colegas se encontravam em algum boteco, para conversar e beber uma cerveja.
- E ai JP fez quanto hoje ? perguntou Sandro
- Putz mano, hoje tava embassado, só fiz 40 conto e você ?
- Fiz 70 conto truta !
- Então a conta hoje é tua né mano ?
- Ah não fode né JP !!
- Mano, vou lhe dá idéia tô na pior truta, tô ai na correria, mas a grana não ta rolando
- JP vou da uma fita da hora pra você, é o seguinte truta pega uma vela de carro, deixa só na cerâmica coloca na boca depois joga no vidro do carro, não fica nada do vidro truta ! daí é só meter a mão no que tiver dentro do carro.
-Porra Sandro tu ta ligado, que eu não faço essas ondas mano!
-Realmente. Isso é coisa pra homem, seu cuzão !
-Pronto! falou o bicho solto da CG ! fica na tua mano e vamos nessa.
- E ai ? vamo carburar um fininho ?
-Vamo nessa que eu tô na secura.
Sandro e João Pedro, sairam do boteco e foram num pico mais sossegado fumar um baseado. Chegando no pico o assunto continuou.
-JP, falando sério agora mano, vamo fazer um corre truta, tu pilota a moto eu vou na garupa nois vai olhando os carros das madames, e quando parar no farol, é só encostar no lado que eu quebro o vidro e pego a bolsa mano, daí é só nois se sair saindo a milhão truta !
- Passa o bagulho mano! vai fumar todo ?
- E ai vai amarelar ?
-Vamo na moto de quem ?
- Isso ai já ta no adianto mano, já tem uma moto boa na fita com placa fria.
João Pedro ficou pensativo deu duas tragadas fortes no baseado e olhava para o nada. Precisava de dinheiro, mas não era ladrão. Sua família apesar de simples era uma familia de pessoas honestas, pensou no seu filho, não queria que se filho passase a vergonha de ter um pai ladrão.
-E ai mano? não tem erro truta é só ficar ligeiro - insistia sandro.
-Mano, não dá pra mim não.
João Pedro foi para casa, foi dormir. Amanhã começaria tudo outra vez.
Acordou cedo, antes de o Sol nascer como era de costume. Foi até o quarto e deu um beijo em sua mãe e seguiu pra firma queria pegar muitas entregas hoje, precisava de dinheiro. No meio de uma das entregas parou na casa de Andréa, para ver seu filho pegou o bebê no colo que sorriu ao ver o rosto do pai. Ficou muito feliz, era a primeira vez que o moleque sorria para ele. Deixou uma grana, pegou sua moto e foi embora. No caminho, na marginal Pinheiros ,tomou uma fechada de um carro e bateu no fundo de outro. Caiu feio no chão, varias pessoas pararam e foram tentar dar socorro, mas era desnecessário. João Pedro já estava morto.


P.S. Segundo dados da Companhia de Engenharia de trânsito de São Paulo, pelos menos 2 motoboys morrem por dia em acidentes de trânsito.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Seis de junho 1944 , o exército alemão ainda dominava a França, é verdade que estavam enfraquecidos, depois da derrota contra o exército vermelho na batalha de Estalingrado. Mas precisavamos expulsar de vez a sombra do nazismo. Estavamos atravessando o canal da Mancha com destino as praias da Normandia, especificamente a praia de Omaha, era a operação Overload, era o Dia "D".
Eu era Tenente do exército americano responsável por um pelotão de trinta e seis soldados na maioria garotos que não tinha nem idéia do que iriam encontrar pela frente, eu já estava acostumado, participei de muitas batalhas e vim de uma familia com tradição no exército, meu avô foi soldado e o meu pai morreu na 1ª guerra . Estava chegando a hora do desembarque, olhei para os meus soldados e pude ver o medo nos olhos deles, alguns rezavam, pediam proteção, os mais experientes se preparavam, senti remorso por saber que metade deles não sobreviveriam... O Barco Higgins como era conhecido se aproxima da praia e começa a disparar os primeiro tiros contra as barricadas alemãs, eram 2 metralhadoras ponto 30 abrindo fogo, mas o arsenal alemão também estava bem preparado. Logo que desceram as rampas de desembarque dos nossos barcos, recebemos de frente tiros de canhão de 155 mm que era dos franceses capturados pelos nazistas, era catastrófico, cada tiro que eles davam morriam cinco ou seis, perdi grande parte do pelotão só no desembarque. Alguns de nós conseguiamos desembarcar, mas tinhamos ainda que enfrentar os tiros de metralhadora, minas terrestres, os arames farpados...
Estavamos em campo aberto sem nada para nos proteger, os nazistas estavam nas trincheiras em posições estratégicas éramos alvos faceis para os seguidores do Fürer, corri para trás de um desses obstáculos contra veiculos que eles mesmo colocaram, era uma forma de me proteger das balas, atirava sem direção, a confusão era tanta que eu nem sabia onde estava o inimigo , eu via meus soldados terem as pernas decepadas pelas minas, atingidos pelas balas, me sentia inútil vendo eles morrerem, não havia nada que eu pudesse fazer. O Soldado Oliver conseguiu uma boa posição e abria fogo contra os nazistas me dando retaguarda para sair, corri para o lado dele para de lá também poder atirar, consegui acertar dois nazistas que estava numa metralhadora. Nossos homens conseguiam aos poucos avançar, logo na frente o cabo Owen conseguiu tomar uma trincheira ao jogar uma granada, era um local para nos protegermos e de lá poderiamos nos organizar olhei para o lado e reconheci o soldado Kent, tinha pisado numa mina estava com a perna estraçalhada ele agonizava pedindo minha ajuda, eu tinha que tentar salva-lo corri até perto dele e me joguei na areia pra não me tornar um alvo fácil, dava pra ouvir os zunidos das balas passando puxei ele para um lugar seguro , mas além da mina ele tinha sido atingindo por balas ele não resistiu.
Os alemães estavam nos massacrando com suas metralhadoras MG 42, tinhamos que resistir, conseguimos alcançar a trincheira, um alemão ainda agonizava eu fiz questão de executa-lo. Ficamos nessa trincheira, dava pra ver na praia os carros blindados desembarcando, logo os reforços chegariam...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Vidas em jogo

Estava mais quente que o de costume em Coloma, Califórnia. Estavamos no ano de mil oitocentos e quarenta e nove, em plena corrida do ouro, eu já estava aqui a pouco mais de dois meses. Cheguei aqui como milhares de outras pessoas em busca de uma vida melhor. Mas não consegui nada além de algumas pepitas, que trocando por dinheiro não cobre nem metade das despesas. Escuto batidas na porta, deve ser a Sra. Norman cobrando o aluguel.
- John ! Eu sei que vc está ai ! abra essa porta John! Eu quero meu dinheiro hoje, ou vou lhe despejar!
Eu sempre fingia que não estava e pulava a janela dos fundos, aprendi que o melhor a fazer nessa situação era evitar um encontro com ela. No fundo eu sabia que a Sra. Norman não ia me despejar, ela gostava de mim, na verdade gostava do meu pau afinal eu dei um trato na velha que estava solitária desde que seu marido a deixou... Mas estava ficando uma situação insuportável. Eu tinha que arranjar dinhero. Fui andando pela rua dos fundos passei na frente da quitanda e roubei algumas frutas já tinha uma semana que eu só me alimentava de frutas. Entrei no bar  vou me arriscar no poker.
- John ! Querido John! Quanto tempo ! como vai você?
Alicia, uma das prostitutas que comi vem se insinuando, com seu bafo de cachaça misturado com fumaça de cigarro e seu perfume vagabundo, achando que estou com grana como da primeira vez que vim aqui. O lugar esta infestado delas, sempre sugando o dinheiro dos forasteiras desavisados, era uma espelunca, bêbados sujos dormindo nas mesas, ladrões, pistoleiros, prostitutas, uísque vagabundo...
- Nem vem Alicia estou duro
- E que porra você vem fazer aqui então ?
- Não é de sua conta sua piranha.
- Cai fora seu babaca.
Fui na mesa perto do balcão. Frank jogava poker com Willian, Thomas e Jake. Willian era um cara perigoso dizem que já matou dezesseis pessoas com seu revolver Colt e eu quase fui o décimo sétimo por causa de umas pepitas numa mina, fui salvo por um Xerife
-Eu vou entrar - eu disse
-Tem dinheiro ? -perguntou Willian enquanto dava as cartas ele era o diller da vez
-Tenho quinze Dólares
-Isso aqui não é jogo de criança tem que ter colhões!
-Foda-se - respondi e sentei na mesa.
Todos colocaram cinco dólares no pote de apostas. As cartas foram dadas, cada um olhou sua mão e começou as trocas de cartas.
-Frank, vai querer trocar quantas ? - perguntou Willian
- Só uma.
- E você Thomas ? continuou Willian
- quero três.
- Jake ?
- Três também
- John ?
- Duas cartas - respondi
- Eu vou trocar só uma e vamos as apostas - falou Willian.
- Eu aposto mais dois dólares- falou Frank
-Eu estou fora - disse Thomas
-Eu cubro - falou Jake
- John ?
- Eu cubro e ainda aposto mais dois dólares.
- Bom, eu cubro tudo e ainda coloco mais dez dólares.- continuou Willian acendendo um cigarro.
Frank e Jake sairam, só ficamos eu e Willian. Para continuar eu tinha que pagar mais dez dólares. Eu sabia que ele tinha uma mão boa, talvez um "Flush" ou um "Four", mas eu estava confiante.
-Eu só tenho mais seis dólares, mas ponho a disposição a minha cabeça pra você colocar uma bala, sei que você está doido por isso - eu disse enquanto bebia uma dose de uísque. Mas se eu ganhar, além de levar o dinheiro, quem leva um tiro é você.
- Garoto, você bem sabe que eu adoraria lhe encher de balas - Willian falou já tirando seu revolver da cintura e colocando sobre a mesa, todos do bar se aglomeraram ao redor da mesa.
- Garoto você está blefando. Mas pela sua coragem eu vou lhe dá mais uma chance de sair vivo dessa mesa, basta levantar - continuou.
- Eu mantenho minha aposta, e ai vai pagar pra ver?
Willian me olhou nos os olhos na esperança de sentir minha insegurança bebeu mais um dose de uisque deu mais um trago no cigarro.
- Eu saio. Você venceu garoto - disse enquanto mostrava sua mão... Ele tinha uma "trinca", para eu ganhar bastava uma "sequencia"
Como ele não pagou para ver eu não sou obrigado a mostrar minha mão ele nunca vai saber se era blefe. Aluguel e alimentação garantidos por mais um tempo

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Por um segundo eu esqueço essa situação, olho ao meu redor e vejo o que restou, pratos e copos quebrados no chão, uma garrafa de vinho com um pouco menos da metade. Vejo tudo que está ficando para trás.
-Seu miserável ! Eu não aguento mais você ! Pode voltar para sua vidinha medíocre!
Eu desperto do meu transe momentâneo com as ofensas e o copo que ela jogou no chão. Lucia não para de me insultar, eu fico calado só ouvindo ela despejar toda sua fúria em mim. Num divorcio, o que mais machuca não é a separação fisica do casal, mas sim as coisas que se quebram, os sonhos que se desmancham, os laços que se rompem, os sentimentos que se perdem...
Eu não reajo, tudo já se perdeu, não há mais o que fazer. Lucia vai para o quarto fazer as malas, levar o que der, eu pego a garrafa de vinho bebo direto no gargalo depois atiro a garrafa na parede, os cacos de vidro se espalham. Vou para janela acendo um cigarro, pelo reflexo do vidro eu vejo Lucia passando carregando sua mala de viagem. Ela para na porta e diz:
-Cláudio eu não quero te ver nunca mais, eu te odeio !!
-Um dia você disse que me amava.
-Isso foi há muito tempo...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

De todas as coisas que tive, as que mais me valeram, das que mais sinto falta, são as coisas que não se pode tocar, são as coisas que não estão ao alcance de nossas mãos, são as coisas que não fazem perte do mundo da matéria...

domingo, 27 de dezembro de 2009

A eternidade é toda nossa

Pedro acordou assustado. Teve um sonho estranho, mas não conseguia se lembrar, era um sonho com Antônia sua falecida esposa, queria se lembrar, mas não conseguia, levantou-se rápido caminhou até a varanda acendeu um cigarro e ficou olhando o amanhecer. Olhou as pessoas indo trabalhar, os carros andando. Sentiu um aperto no peito uma aflição, uma angústia... Não sabia o porquê... Olhou a foto de sua mulher sentiu-se feliz tinha se casado com a mulher que sempre amou, beijou-a com carinho falou que à amava foi no quarto dos filhos, ficou obeservando. Eles já não moravam mais lá. Tinham se casado a tempos, ficou olhando as fotos nos porta retratos viu que tinha filhos lindos se emocionou em ver que tinha feito um bom trabalho, que foi um bom pai.
Saiu para trabalhar resolveu ir a pé, morava tão perto do escritório e nunca foi andando. Foi caminhando devagar pelo calçadão, parou num quiosque para beber um suco, ficou olhando o mar resolveu molhar os pés na água salgada, todos olhavam curiosos um Sr. de sessenta anos de gravata entrando no mar era no minimo curioso, mas ele não se importou, na verdade ele nem notou que tava sendo observado, estava tão intertido nas sensações, que nem teria como notar.
Chegou no trabalho bem atrasado, todos estranharam!! Pedro em quarenta anos trabalhando nesse escritório nunca se atrasou mas ninguém ousou falar nada. Entrou na sua sala e sentou-se na sua cadeira, assim que sentou sentiu uma dor forte no peito estava tendo um ataque cardiaco sentiu uma dor imensa que parecia que seu coração ia explodir pensou na morte e isso o assustava, a morte levou quase todos que ele amava. A dor diminuiu um pouco , mas ele sabia que voltaria logo, estava morrendo tinha essa certeza, olhou o porta retrato com uma fotografia de sua familia, sentiu se melhor e lembrou-se do sonho com Antônia, sentiu que tinha cumprido sua missão encostou-se na poltrona e disse:
- A eternidade é toda nossa...
E então fechou os olhos e dormiu...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Um novo dia vem ai

"Strain, living with a name. They get the best of me. But I don´t walk away I don't complain I got much to gain. So they keep testing me. And I keep feeding their face..." Kings of Leon toca no volume máximo, meu carro também já está quase nesse nivel ! O pedal já está no chão, o velocímetro marca cento e vinte a adrenalina corre a mil. As gotas de chuva caem como se fossem pedras no parabrisa, as luzes do letreiros passam como vultos coloridos. Entro numa curva mais fechada ouço o barulho dos pneus cantando, são quatro e vinte da madrugada me sinto vivo testando o limite da vida, o medo de morrer traz essa sensação é como se fosse uma droga. Pode parecer um pouco estranho tenho que concordar... Suicida ? não, com certeza não ! Quero viver! O problema é que ultimamente não tenho vivido, na verdade eu tenho é sobrevivido ....Morbidez ? vida vazia ? Solidão ? Talvez... Somos uma geração de solitários que se escondem das relações.
Continuo dirigindo meu pensamento vai longe e de longe eu vejo o semáforo ficar no laranja, não vou conseguir passar a tempo frear também não dá, se algum dia você estiver a cento e quarenta por hora numa pista escorregadia com chuva, lhe dou um conselho não tente freiar bruscamente! O semáforo ficou no vermelho o jeito foi fechar os olhos e deixar o carro passar "... It's my show I must go With my soul..." Kings of leon continua tocando, foi por pouco ainda bem que ninguém passou por aquele cruzamento. Diminuo a velocidade, já tive a minha dose dessa droga por hoje!
Permaneço dirigindo bem devagar sem um destino certo, a chuva passou, Na porta da Boate vejo umas prostitutas me dando sinal, penso até em parar, uma transa até que iria cair bem mas não era de sexo que eu precisava e sim de paz de espírito, chego na orla o céu já está clareando, daqui a pouco o Sol nasce. Estaciono o carro, tiro meus sapatos folgo minha gravata dobro a calça sento na areia acendo um cigarro e vejo o Sol nascer. Um novo dia vem ai, quem sabe uma nova vida ?

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Escolhas

Acho incrível como pequenas ações podem para sempre mudar ou influênciar nossas vidas.
Desde o momento em quê acordamos somos submetidos a fazer escolhas. "Levanto agora ou durmo mais quinze minutos?"
Parece ser uma decisão simples, insignificante, mas selecionar umas dessas opções pode ser sua salvação ou então a sua morte. Você pode conhecer o grande amor de sua vida ou ficar só para sempre... Tudo isso depende de escolhas. Digamos que eu resolva dormir mais quinze minutos. Ao invés de levantar às seis eu me levanto às seis e quinze, sigo a minha rotina de todas as manhãs, faço minha higiene e me arrumo, penso se tomo café ou faço um lanche quando chegar na faculdade pra compensar os quinze minutos de atraso. Resolvo tomar café em casa mesmo e saio. Chego no ponto de ônibus quinze minutos mais tarde do que o normal, espero até o coletivo chegar enquanto isso vou tomando varias outras decisões: Se eu pego dois transportes, pois estou atrasado, ou se espero o que vai direto e me arrisco a não chegar a tempo, se me sento no banco ou fico de pé, se vou andando pra outro ponto que tem mais opções...
Enfim eu entro no ônibus que vai direto. No caminho eu passo pelo outro ônibus, o que eu deveria ter pego se eu não tivesse dormido um pouco a mais, ele tinha acabado de se envolver num acidente grave eu poderia estar nesse coletivo, poderia ter acontecido algo de grave comigo se eu não resolvesse dormir quinze minutos a mais ou então se eu saisse sem tomar café. Uma pequena decisão de dormir mais um pouco e tomar café em casa pode ter salvado a minha vida!
Ainda continuando, Digamos que, por causa desses quinze minutos eu chegue atrasado na faculdade, perco a prova ! E já era a prova final (que merda!!!) perco a disciplina. Talvez se eu tivesse escolhido ir andando pra outro ponto que tinha mais opções ou pegasse dois ônibus eu chegaria a tempo pra fazer a prova. Por causa desses quinze minutos de soneca ou por eu não ter ido pro outro ponto, ou por não ter pegados os dois coletivos eu vou ter que fazer essa disciplina novamente. No outro semestre na hora da matrícula eu tenho que decidir se repito agora a matéria ou se deixo pra depois. Escolhi repetir logo. Conheci "Fulana" que pegava essa disciplina também. Talvez se eu não tivesse dormido quinze minutos a mais, não ter tomado café em casa, se eu não esperasse o ônibus que vai direto e chegasse atrasado, perdesse a prova, perdesse essa disciplina, Se eu não tivesse escolhido repetir logo essa matéria Talvez eu não conhecesse "Fulana" não me casaria com ela, não teria filhos...
Tudo isso por causa de simples escolhas.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Encontros e desencontros

Estação de metrô Ueno, eu estava fascinado. Tudo era muito novo, estava em Tóquio à pouco tempo, as luzes, as cores, os letreiros, aquele mar de gente, tudo era fantástico! Eu fotografava tudo! Nada passava despercebido às minhas lentes. E ao ve-la não seria diferente.
Um metrô se aproximava, é a linha Tozai que liga Nakano até Nishi-Funabashi, também conhecida com a linha azul, preparei minha câmera e comecei a fotografar escolhi alguns ângulos e fiz fotos interessantes, comecei a capturar os rosto das pessoas que iam e vinha, entravam e saiam dos vagões eram todos tão iguais todos com a mesma face alguns alegres outros tristes, rostos cansadas, olhos puxados cabelos coloridos, cabelos pretos, jovens, velhos... Então minha câmera encontrou-a me observando. Parei de fotografar abaixei a minha Nikon, ficamos nos olhando, eu do lado de fora e ela dentro do vagão, uma janela nos separava, eu fiquei apaixonado ! Tudo parou eu não enxergava mais nada além dela na minha frente, no meio de tantas pessoas aparentemente iguais ela era tão diferente! seus olhos me cativavam . Ela era linda! Sorriu para mim eu não tinha certeza se era realmente pra mim mas mesmo assim sorri de volta, peguei minha câmera e fiz o seu retrato, logo depois ela acenou dando tchau, o metrô começou a se mover fui em direção ao vagão corri ao lado da porta batendo com força pra que elas se abrissem, o que eu sabia ser impossível, mas eu tinha que tentar, as portas não se abriam, o metrô ficava cada vez mais rápido logo eu não iria mais conseguir acompanhar. Ela ficava me olhando torcendo pra que acontecesse algo, meus músculos entraram em fadiga... Parei de correr, o metrô continuou... Ainda pude ver seus pequenos olhos me fitando pela janela. Tudo que me restou foi um retrato de um rosto tão igual e ao mesmo tempo tão diferente entre trinta e cinco milhões de outros rostos em Tóquio.

terça-feira, 29 de setembro de 2009


Amo quando eu chego e ela abre um sorriso,

riso infantil.

Amo quando ela estica seus braços pra mim,

e se joga no meu colo.

Amo quando ela me olha nos olhos,

aqueles olhos tão cheios de vida.

Amo sentir seu cheiro,

aquele cheiro que só ela tem.

Amo sentir suas mãozinhas tateando meu rosto,

mãos tão pequenas, tão macias...

Amo quando ela diz:

-lhááá lhá lhá iiiuooooaaal iiiuuu iuu !!!

E eu te respondo:

- O papai também te ama muito filha...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Destino

- A primeira mulher que me der bola ai dentro eu me caso !!
- Como assim Otávio ? Você ta louco é ?
- Estou falando a verdade cara, a primeira mulher que sorrir pra mim eu me jogo e caso com ela!
- Cara você não precisa disso! E se for uma feiosa?
- Não importa, na verdade importa um pouco, bom reformulando, a primeira que me de ousadia e não for medonha eu me caso. Ahh tem que ser um pouco inteligente, mulher burra ninguém merece.
- Pra que isso Otávio ?
- Preciso esquecer a Ruth, e só com um novo amor vou conseguir esquece-la!
- Cara larga de loucura! e vamos entrar logo nessa festa!
- É serio João, a primeira que sorrir para mim vai ser a mulher de minha vida !!
Otávio entrou na festa , e assim que entrou, adivinhe com que deu de cara ? Com Ruth sorrindo com a ironia do destino, ela também estava tentando esquecer Otávio e tinha jurado cinco minutos antes para as amigas, que o primeiro homem que entrasse por aquela porta ela se casaria !!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O meu e o seu

- Oi Vânia, é o Lucas.
- Pode subir Lucas, está aberto.
Subi pensativo, fiquei um pouco nervoso com a situação. Não via Vânia desde nossa separação, e agora eu estava subindo no nosso antigo apartamento pra pegar o que sobrou de nós.
- Oi. Como vai Vânia ?
- Vou bem e você ?
- também...
Observo o apartamento, agora já ficando vazio, ela vai morar na França, algumas memórias voltam a minha mente, lembranças boas, de um tempo que não volta mais.
- Olha Lucas eu já separei as suas coisas, estão ali naquelas caixas.
Comecei e remexer nas caixas ver se faltava alguma coisa.
- Está tudo meu aqui? Tudo certinho?
- Sim, se você quiser pode olhar nas minhas caixas se não tem algo seu.
- Não é necessário.
- Faço questão que você olhe
- tudo bem
Não quis provocar um nova briga e fui olhar as coisas dela.
- Ei ! Esse DVD de Chico é meu !!
- Nada disso Lucas !! Eu ganhei esse DVD
- Como você ganhou ? Tenho certeza que esse Chico é meu, lembro exatamente o dia que comprei, comprei na Saraiva, nesse mesmo dia também comprei uns livros. Tenho certeza !!
- Lucas !! Esse Chico eu ganhei tenho certeza já basta o que você fez comigo ainda quer me levar a porra de um DVD. Seu egoísta !!
- Está certo Vânia! Tudo bem ! Não faço questão, pode ficar eu compro outro depois, mas que era meu eu tenho certeza !
-Esse Chico é meu !! Tenho certeza que eu ganhei !
- Ganhou de quem ?
- Não sei !!! Só sei que Ganhei, aqui merda tem até uma dedicatória, vou ler pra você " Vâninha, quando vi esse DVD só me lembrei de você, me lembrei do quanto você gosta de Chico, espero que possamos assistir ele juntos pelo resto de nossas vidas... Com amor Lucas"
Ficamos calados, fui até a varanda acendi um cigarro pra ganhar tempo e tentar disfarçar as lágrimas. Voltei para sala, Vânia estava sentada no sofá, peguei as minhas caixas me despedi e fui embora. Ela ficou com Chico.